Primeiras impressões do anime Dance with Devils

O anime de DwD já está em seu terceiro episódio, onde já foi possível ter uma pequena impressão pelo que esperar daqui pra frente. Se você ainda não assistiu ou está em dúvida para assistir, confira o post completo para ajudar na sua decisão.

Dance with Devils apareceu na mídia com aquele ar de Diabolik Lovers versão alternativa, como muitos estavam o chamando. Sim, se pararmos para analisar o tipo de enredo sombrio, com uma jovem estudante se envolvendo com caras bonitões darks, além do fato da Rejet estar envolvida no projeto (empresa que possui Dialovers, em conjunto com a Otomate), dá pra pensar que vai ser quase a mesma coisa.

No entanto, apesar da premissa ser a mesma, as duas séries são bem diferentes no desenrolar. Provavelmente o que terão em comum será os garotos bonitos avançando na heroína e causando ataques fangirlings nas telespectadoras.

O anime mostra que Ritsuka é uma filha comportada, responsável, etc, ou seja, uma garota normal. Porém sua vida começa a mudar quando ela recebe uma notícia do Conselho Estudantil, vai até o presidente e conhece todo o time dos bonitões, e volta pra casa, constatando que o imóvel foi invadido e sua mãe sequestrada. Em meio às dificuldades que lhe aparecem, o mesmo presidente com quem teve um desentendimento a ajuda e salva sua vida mais de uma vez.

Rem, o presidente, por algum motivo (disfarçado com a desculpa de manter a ordem da escola) se propõe a ajudar Ritsuka na busca pela sua mãe. Não é revelado ainda por que pessoas encapuzadas e com um ar sombrio atacaram a casa da garota e pegaram sua mãe. Nesse processo, é natural que a estudante descubra os mistérios envolvidos com a sua própria família, pois o irmão Lindo (não, não elogiei, esse é o nome dele) volta imediatamente para a terra natal quando descobre o que aconteceu com a mãe e irmã.

Sendo um projeto otome, é natural que existam vários candidatos para a heroína, cada um com uma personalidade. Mas diferente da atenção em cada um nas rotas de um jogo, na animação ou a heroína acaba com um (geralmente o poster boy) ou com nenhum. Até agora a atenção foi maior no Rem, o presidente.

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Os garotos possuem personalidades bem padronizadas para o estilo dark da Rejet: Um mais quieto e sereno, outro mais ousado, oferecendo rosas para suas “borboletas”, outro mais ore-sama e pervertido, se achando o gostosão, outro menos másculo mas com tendência ao sadomasoquismo (/medo desse) e por aí vai. A heroína Ritsuka é forte na medida do possível, inocente em alguns momentos, porém seu jeito de ser agradou, é equilibrado.

O anime vai ter referências com coisas místicas e demoníacas, vide o próprio nome da série e o uso de magia. No início, antes de ser mostrada a vida normal de Ritsuka, vemos uma cena onde ela parece estar hipnotizada, andando no meio de uma espécie de castelo, envolto por escuridão e criaturas não angelicais. É provável que ela seja a peça chave para alguma espécie de ritual, onde ficará cada vez mais claro à medida do decorrer dos episódios.

A animação é boa. Não ótima, mas boa. O character design dos personagens é bonito, quando eles ganham destaque na tela é algo bem trabalhado. O mesmo não pode ser dito quando a câmera abre ou em cenas de rápidos movimentos. A qualidade do traço cai, o que me irritou um pouco pois o estúdio Brains Base tem capacidade para algo melhor, vide Mawaru Penguindrum, mas parece ter resolvido manter a qualidade baixa na maioria das cenas, algo que aconteceu também com Kyoukai no Rinne, outro projeto seu. Prioridades de animação/público-alvo a parte, apesar desse aspecto, é assistível, nada que alguém reclame tanto da qualidade. O cenário é colorido demais pro meu gosto, tendo em mente o aspecto demoníaco e dark da série. No máximo ele adquire um tom alaranjado/sépia como algo mais ameno.

Um ponto que quero dar destaque é a música. O anime se vendeu como um musical, e até eu me dar conta disso via os personagens cantando no meio da história quando menos esperava. Não é que seja frequente, mas até agora foi pelo menos uma música para cada episódio. Aconteceu quando Ritsuka estava caminhando para o colégio (alguém se inspirou nas músicas da Disney), quando ela viu pela primeira vez os garotos do Conselho (aquilo foi tão Fantasma da Ópera, lol) , quando Rem foi lutar contra os carinhas do mau e quando um outro garoto foi seduzir a heroína.

Eu particularmente não gostei muito, você está envolvido na história, em momentos de tensão, quando de repente alguém começa a cantar. Me pareceu muito fanservice, só porque é um otome formado por personagens com seus respectivos seiyuus de vozes espetaculares, o projeto teve que ser em formato musical. É verdade que isso é comum em musicais, canções quando você menos espera, mas na minha opinião, ficou algo forçado. Ridículo, até, em alguns momentos.

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A luta do Rem transmitiu tudo, menos ação, por ele estar cantando enquanto desferia socos e magia nos inimigos, aliado à qualidade baixa dos frames. Você acha que vai ser algo no mínimo legal, e ele começa a cantar, quebrando o clima tenso instalado na cena. O anime tem um enredo de mistério no ar, mas claramente é voltado para o público feminino que curte esse idols bishounens cantando e seduzindo. Pra mim gerou um conflito com o tema sombrio, como se ele não é tão levado a sério por ter elementos pop em meio ao desenvolvimento das cenas. De novo, é pelo fato de ser um musical que isso acontece, até mesmo quando o tema é dark. Mas não recebi tão bem.

Talvez eu esteja sendo chata pois não gosto de muito açúcar quando o tema pede algo mais sério, mas mesmo com essa crítica do perfil musical, eu continuo a assistir Dance with Devils porque gosto de harém inverso. O enredo é interessante, mas já padronizado e meio previsível, ainda mais para quem é acostumado com os projetos darks da Rejet ou qualquer otome game com essa temática. E como é um anime de otome, fica difícil desenvolver um enredo dando atenção para tantos garotos e manter uma linearidade nos acontecimentos. Quase sempre parece uma espécie de propaganda ao produto final, que é o jogo. Neste caso, está acontecendo o contrário, o anime está vindo antes. Resta-nos saber se ele será bom o suficiente para despertar o interesse no game.

Esse artigo não reflete a opinião de toda a equipe do Otomices, e sim apenas de quem o escreve. Você concorda? Discorda? Faça seu comentário com suas impressões.

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2 comentários sobre “Primeiras impressões do anime Dance with Devils

  1. To baixando mas ainda nem cheguei a ver nenhum ep. xD
    Como sempre vou esperar terminar de lançar. Mas ouvi dizer que tá meio sem noção em algumas partes.
    Ele começa a cantar do nada na hora da luta? xD what!!
    Verdade!! Se o anime for bom, aí faz o pessoal que joga querer comprar o game

    Curtir

    1. É, acontece dessa dos personagens cantarem quando você menos espera (ou espera, depois que já se ligou nesse perfil musical). Pois éé, eu tava jurando que ele ia lutar, aí começou a cantar, e eu fiquei ”WAAAT”, kkkk.

      Mas né, é um musical, e como acontece em qualquer musical, geralmente as danças e músicas aparecem quando você menos espera (ou espera, vc me entendeu, hauehaueh).

      Mas pra mim ainda tá legal. Fora esse detalhe, //COF, parei!//

      Curtido por 1 pessoa

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